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sábado, 10 de dezembro de 2011

AMOR DIVINO

 


AMOR DIVINO
 
" O amor de Deus por nós vai muito além de nossas vidas"

 


Se eu falasse a língua dos anjos

Ou não falasse língua alguma,

Nem a dos mudos;

Nem a dos pássaros;

Nem a das flores;

Nem a dos astros;

Nem a de um olhar.

Ainda assim, Teu amor me ouviria.

 

Se eu tivesse o dom de ler o que não se vê,

De cantar o que não se compõe;

De pintar sobre o nada;

De esculpir uma forma perfeita e invisível;

De profetizar o impossível

E, mesmo assim, me fazer crer.

Ainda assim, Teu amor me entenderia.

 

Se eu conhecesse todos os mistérios

Ou dominasse todas as ciências;

Todas as forças;

Tudo o que não se pode imaginar;

Todos os livros de todos os tempos;

Todas as curvas do mundo;

Todas as esquinas da vida.

Ainda assim, Teu amor me compreenderia.

 

Se eu nada tivesse

E o que tivesse não me pertencesse:

Nem minhas roupas;

Nem minha vida;

Nem meu corpo gelado e nu.

Ainda assim, Teu amor me amaria.

 

Se És maior do que a fé

E maior que tudo o que ouso sonhar ou querer,

Então, quando já não houver voz,

Nem pó, nem esperança,

Ainda assim, permanecerá o amor:

A maior força do universo,

Teu amor, Deus e Pai.

Nilson Freire, Natal, 05 de dezembro de 2006.

@poesiasdobeijaflor 


 

YESHUA

 "Minha religião é Jesus e Jesus é, acima de tudo, amor"
 


YESHUA 

Não havia rádio, televisão, internet, satélite, celular, telefone, nem mundo virtual.

Não rabiscou uma letra, mas Suas palavras atravessaram os séculos e ecoam na eternidade.

Poucos sabiam ler ou escrever — e, mesmo assim, Sua verdade fez-se carne viva na fé.

Trazia no nome a terra de origem; com Seu Nome, partiu a história em Antes e Depois.

Não precisou ir a Roma, império de uma era, para fazer-se Rei dos céus e soberano da terra.

 

Não era general romano, nem amigo de senadores influentes.

Simplesmente, não tinha mais que o pão que Lhe ofertavam,

Mas abençoou cinco pães e dois peixes e saciou multidões.

Eram mais de cinco mil — podiam ser milhões, famintos de esperança.

 

Em Canaã, transmutou água em vinho, para que a alegria não faltasse à mesa nupcial.

No Mar da Galileia, fez um barco vacilar as ondas sob o peso do milagre:

Eram tantos os peixes que Pedro e Simão se olhavam, atônitos,

E ali mesmo foram fisgados pela eternidade.

 

Contam-se trinta e cinco milagres;

Vivem-se hoje incontáveis prodígios de graça.

Curava cegos, coxos, enfermos, aleijados — e até mortos sepultados.

Curava o pobre e o rico, o aflito e o abandonado, a prostituta e o ladrão.

Não importava a cor ou o credo — judeu, fariseu ou saduceu;

Cobrador, rei, soldado, mulher, jovem ou ancião.

Não se perturbava diante da discórdia, pois Sua misericórdia jorrava do próprio Deus.

 

Não exigia tributo além da fé que brota no peito.

Não ergueu templos suntuosos, basílicas, catedrais de mármore ou palácios de oração;

Contentava-Se com a praça, a margem do rio, um punhado de chão sob o céu aberto.

Não vestia terno e gravata, nem batas de seda, nem vestes de linho fino, nem adornos de ouro.

Sua humilde nudez velava-se numa túnica singela, tecida do mais rude algodão.

 

Falava por parábolas, embora não fosse poeta nem escriba.

Ensinava profetas e doutores sem ter frequentado escolas, mas gravou Sua Lei nos corações.

Talvez tenha sido carpinteiro — certamente foi o maior mensageiro da paz.

 

Viveu a mais alta paixão para libertar os homens do peso ancestral do pecado.

Foi traído, renegado, julgado, zombado, crucificado, mutilado, transpassado — morto.

E, ainda assim, nos perdoou.

E, por ser Amor encarnado, no terceiro dia venceu o túmulo e ressuscitou glorioso.

 

Fez na Galileia Seu ministério — e o mistério assombrou o mundo inteiro.

Nasceu em Belém para fazer somente o bem,

E não há mal que, invocado Seu nome, não se desfaça.

Nem se vai ao Pai senão por Ele.

É Natal todos os dias em que renascemos para viver de novo.

É o bem vencendo o mal. É a fé que alimenta — sua ausência, que consome.

 

Trinta moedas de prata quiseram calar o Filho do Homem.

Trinta milhões de anos não calarão o Espírito Santo de Deus.

E tu ainda ousas dizer que não tens esperança?

E tu ainda pretendes usar a fé como moeda?

E tu ainda fazes da ganância e do desamor a turva fonte da tua inspiração?

 

Agora, pois, permanecem três: a esperança, a fé e o amor.

O maior destes, porém, é o amor.

Abra o teu coração e reconhece: Deus sempre foi, é e será Amor.

E o Amor jamais morrerá — mem na mais densa escuridão.

 

 

                  Nilson Freire, Natal, 20 de dezembro de 2007.

                                                                           @poesiasdobeijaflor