AMOR DIVINO
Se eu falasse a língua dos anjos
Ou não falasse língua alguma,
Nem a dos mudos;
Nem a dos pássaros;
Nem a das flores;
Nem a dos astros;
Nem a de um olhar.
Ainda assim, Teu amor me ouviria.
Se eu tivesse o dom de ler o que não se vê,
De cantar o que não se compõe;
De pintar sobre o nada;
De esculpir uma forma perfeita e invisível;
De profetizar o impossível
E, mesmo assim, me fazer crer.
Ainda assim, Teu amor me entenderia.
Se eu conhecesse todos os mistérios
Ou dominasse todas as ciências;
Todas as forças;
Tudo o que não se pode imaginar;
Todos os livros de todos os tempos;
Todas as curvas do mundo;
Todas as esquinas da vida.
Ainda assim, Teu amor me compreenderia.
Se eu nada tivesse
E o que tivesse não me pertencesse:
Nem minhas roupas;
Nem minha vida;
Nem meu corpo gelado e nu.
Ainda assim, Teu amor me amaria.
Se És maior do que a fé
E maior que tudo o que ouso sonhar ou querer,
Então, quando já não houver voz,
Nem pó, nem esperança,
Ainda assim, permanecerá o amor:
A maior força do universo,
Teu amor, Deus e Pai.
Nilson Freire,
Natal, 05 de dezembro de 2006.

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