Toda vez que lhe disserem adeus,
pense na
possibilidade de um amanhecer
sem lágrimas, nem palavras fúteis
Pense na felicidade de ser livre como o vento
e poder escolher um
novo amor.
Toda vez que lhe disserem adeus,
pense no quanto é
mais simples ser indiferente
e não guardar
rancores no silêncio do peito.
Pense no quanto tudo foi lindo e encantador,
nos tantos
sorrisos, nos muitos carinhos.
Quantas vezes se
foi dito: “Amor“.
Toda vez que lhe disserem adeus,
pense em
retribuir com um até logo,
até mais ou até breve.
Como
quem semeia reencontros.
Pois o nunca…
existe enquanto possibilidade de ser um dia.
Um dia…
nada mais é que
um passo a mais no amanhã.
E o que é o amanhã
senão um hoje que
ainda vai chegar.
Nilson Freire, Rio de Janeiro, 20 de janeiro de
1991
@poesiasdobeijaflor

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