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sexta-feira, 1 de maio de 2026

NOME DE MÃE

 

NOME DE MÃE

                                         “São três letras que moldas nossas vidas”

 


 Não digo o teu nome — nem é preciso,

basta um “mãe” sonoro e aflito

e tu já reconheces que este grito

vem de mim — e de mais ninguém.

 

Vejo-te assim: já coroada de cabelos brancos,

com um batom singelo,

de vestido amarelo, como o mais belo

e cálido raio de sol rompendo o inverno.

 

Tuas rugas traçam estradas em teu rosto,

sulcos lavrados de preocupação e desgosto.

Nasceram da dor silenciosa de quem sofre

por amar além da medida — e sempre mais.

 

Meus erros são falhas pequenas, quase banais.

O meu prato predileto ninguém mais sabe fazer.

O tempo paralisa quando me atraso além da conta

e o teu sono se esvai e não vem.

Sou ainda criança, apesar da minha idade.

Em tua infinita bondade, sou eternamente teu neném.

 

Teu colo é vida e bálsamo que sara minhas feridas.

Tuas palavras bordaram a trama da minha história.

A minha vida tu me deste.

A minha personalidade, tu a talhaste.

Minhas lágrimas, tu as enxugaste.

E farias tudo isso quantas vezes mais?

 

Não digo o teu nome – nem é preciso,

basta um “mãe” pleno e sorridente.

Eu já sei que a minha alegria

             é tua alegria, igualmente.


                                                                      Nilson Freire, Natal, 17de abril de 2009 

                                                                                  @poesiasdobeijaflor


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